Um paramédico foi preso depois de roubar um bebê para dar a sua tia sem filhos.

A menina foi levada logo após o nascimento de um hospital no Baluchistão, no sudoeste do Paquistão.

Mas a família inicialmente não tinha conhecimento de seu desaparecimento, pois ninguém revelou que sua mãe havia dado à luz gêmeos.

A primeira coisa que eles souberam foi quando a mãe da garota recuperou a consciência e perguntou onde “a outra garota estava”, disse seu cunhado à BBC.

Abdul Hamid levou a futura mãe, Jamila Bibi, para o hospital de Loralai, a cerca de 60 quilômetros a sudoeste da vila, na quarta-feira, informou a polícia.

Ele disse à polícia que, após o parto, a família de Jamila Bibi recebeu uma menina e pediu para levar a paciente para casa, pois ela estava bem.

No entanto, Jamila Bibi permaneceu em um estado semi-consciente pelos próximos dois dias, período durante o qual o gêmeo com quem ela voltou para casa morreu.

E então – uma vez que ela se recuperou – a nova mãe revelou algo que deixou a família assustada.

“Na sexta-feira, quando Bibi recuperou os sentidos, ela perguntou onde estava a outra garota. Ficamos surpresos”, disse Abdul Hamid à BBC.

“Depois que Abdul Hamid registrou uma queixa policial, prendemos a paramédica que estava de plantão na sala de parto naquela noite e ela nos levou diretamente para onde o bebê estava”, disse Jahangir Shah, chefe adicional da delegacia de Loralai.

“Ela havia sido ajudada por outros dois colegas para contrabandear o bebê para fora do hospital e entregá-lo à tia, casada há 17 anos, mas ainda sem filho. A enfermeira nos disse que sua tia estava querendo muito adotar um bebê”.

A polícia prendeu todas as quatro mulheres, enquanto a família se reuniu com o bebê, que ainda não foi identificado.

As autoridades culparam o incidente pela ausência de procedimentos, como marcação de bebês recém-nascidos, e segurança negligente nos pontos de saída.

Um ginecologista sênior do Complexo Médico Bolan em Quetta, capital da província do Baluchistão, disse à BBC que o incidente foi sem precedentes, mas um motivo de preocupação.

“Nenhum dos hospitais administrados pelo governo na região possui procedimentos de segurança, como etiquetagem da mãe e do bebê recém-nascido ou seu registro biométrico que pode ser verificado nos pontos de saída do hospital”, disse ela, pedindo para não ser identificado. .

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