A Espanha registrou um aumento acentuado no número de mortes causadas por coronavírus, mas a taxa de novas infecções está se estabilizando, dizem as autoridades.

Os casos confirmados de Covid-19, a doença causada pelo vírus, subiram para 64.059, um aumento de 14% em comparação com 18% no dia anterior e 20% na quarta-feira.

Em 24 horas, 769 pessoas morreram, um recorde diário, elevando o total para 4.858.

As mortes entre pessoas vulneráveis ​​parecem estar aumentando, com os residentes em lares idosos particularmente afetados.

A Espanha, o segundo país mais atingido da Europa depois da Itália, estendeu o estado de emergência até pelo menos 12 de abril, com restrições rigorosas ao movimento de pessoas e a maioria das lojas e empresas fechadas.

Os números mais recentes levantam esperanças de que as medidas estejam começando a entrar em vigor, com o chefe de emergência sanitária Fernando Simón dizendo que elas mostraram uma “clara estabilização”. Ele acrescentou: “Parece que estamos nos aproximando do pico tão esperado”.

O exército foi enviado para hospitais limpos e profundos e outras instalações, bem como para cerca de 900 casas de repouso, onde pelo menos 1.517 mortes foram registradas.

Enquanto isso, o Ministério da Saúde disse que cerca de 9.000 testes rápidos de diagnóstico importados da China por uma empresa espanhola se mostraram defeituosos. A empresa disse que os kits têm aprovação européia e seu uso foi suspenso.

Europa

Na Itália, o chefe do Instituto Nacional de Saúde, Silvio Brusafero, disse que os números sugerem que a taxa de novos casos está “desacelerando”, mostrando que as medidas estritas implementadas em todo o país estão “tendo seus efeitos”.

Ele alertou, no entanto, contra o afrouxamento das restrições, dizendo: “Não atingimos o pico, não ultrapassamos”. A Itália registrou 8.215 mortes por coronavírus e 80.539 casos confirmados na quinta-feira.

Na vizinha França, o primeiro-ministro Édouard Philippe deu o alarme devido a uma “onda extremamente alta” de novas infecções, dizendo que a epidemia que começou no leste estava agora na região de Paris.

Os hospitais podem atingir o ponto de saturação em torno da capital dentro de 24 a 48 horas, informou a Federação Hospitalar da França. Cerca de 1,2 milhão de residentes na área deixaram a cidade na semana passada, segundo dados analisados ​​pela empresa de telefonia móvel Orange.

O país tinha 29.155 casos confirmados e 1.696 mortes até quinta-feira. Aos 16 anos, Julie A se tornou a vítima mais jovem do vírus na França, com sua irmã Manon ao jornal Le Parisien: “Temos que parar de pensar que isso afeta apenas os idosos. Ninguém é invencível contra esse vírus mutante”.