As autoridades brasileiras dizem que 147 pessoas foram assassinadas no nordeste do Ceará nos primeiros cinco dias de uma greve da polícia militar.

A taxa de homicídios é cinco vezes maior que o normal, apesar do destacamento do exército para patrulhar as ruas.

A violência levou ao cancelamento das festividades de carnaval em várias cidades, no auge da temporada de férias de verão.

A polícia iniciou sua greve em 19 de fevereiro, exigindo um aumento salarial.

Os policiais estão proibidos de entrar em greve sob a lei brasileira e, na semana passada, um tribunal no Ceará decidiu que aqueles que desafiam a proibição podem ser presos.

Mais de 200 policiais em greve foram suspensos nos últimos dias.

Na segunda-feira, o ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva e o ministro da Justiça Sergio Moro chegaram à capital do Ceará, Fortaleza, para supervisionar a resposta do exército à crise policial.

“A situação está agora sob controle”, disse Moro.

Na semana passada, o senador brasileiro Cid Gomes foi ferido após disparos contra ele durante um impasse com a polícia em greve na cidade cearense de Sobral.

O senador de 56 anos estava dirigindo uma escavadeira em direção a uma cerca atrás da qual um grupo de policiais militares mascarados protestava quando foi atingido por duas balas.

Ele está agora no hospital em uma condição estável.

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